22.5.13

As 100IDEIAS da Vera


@Vera Pina



É uma história comum hoje em dia. A Vera ficou desempregada e com contas para pagar. Pensou em fazer petiscos mas, devido à burocracia envolvida, desistiu. Plano B: Agarrar-se à Singer que era da mãe. Pormenor: Nem sequer sabia pôr uma linha na agulha.

Na estaca zero, e sem querer desistir, pediu ajuda a uma costureira, que, com muita paciência, a ajudou.  A Vera adora crianças, pelo que quis dedicar-se ao segmento infantil. Surge a Casinha do Botão, com t-shirts, fraldas, babetes personalizados pela Vera, que também cria outras peças de raiz. Chamou-me a atenção o jogo do galo, muito naif. Acho que gostaria de o ter tido nos meus tempos de criança. Gosto particularmente daquele que foi feito em parceria com a  M.O.D (Moments of Dream).
Muita sorte, Casinha do Botão!

Publicado por Ana Jorge



Mulheres ao poder?

Esta semana vi o Prós e Contras. Não é programa que veja sempre, mas o tema Mudar o país ou mudar de país? interessou-me e fiquei a ver. No painel estavam presentes duas representantes do sexo feminino, ou melhor, foram assim apresentadas pela Fátima Campos Ferreira que deve gostar de ter senhoras convidadas, calculo que ajude a manter a plateia acordada. As mulheres têm essa capacidade, chamam a atenção, quer estejam sentadas sobre carros em exposições de automóveis, ou em listas de candidatos partidários e respectivos cartazes. Dão sempre jeito. Desde que não pensem muito, claro. Acontece que de há uns tempos para cá as mulheres começaram a mostrar que sempre pensaram e a gostar de expressar as suas opiniões publicamente. As primeiras a fazê-lo foram mulheres de grande coragem a quem muito devemos, mas devo confessar que há uma nova geração de bem pensantes de que não gosto nada. Sofrem daquilo a que eu chamo a síndrome Clara-Pinto-Correia-mas-para-mau. Quando em adolescente via a Clara Pinto Correia em programas televisivos era uma pedrada no charco, sabia argumentar com inteligência e além disso era muito bonita. Haverá outras de gerações mais antigas, mas é dela, quando jovem, antes de todas as excentricidades e polémicas em que já se meteu, de quem me lembro como sendo a primeira a saber usar esse cocktail explosivo composto por um palminho de cara e um cérebro a funcionar a jacto. Ultimamente deparamos com as detentoras de tais predicados com um excesso de auto-estima (por ser para vocês eu uso um eufemismo) e foi esse o caso, no referido programa, de um lado e de outro do painel. Não está em causa o que defendiam, algumas posições até subscrevo, um dia destes dou-vos também a minha opinião acerca do "empreendedorismo", mas... por favor, quando se tem esse duplo dom, há que usá-lo com responsabilidade. Ser mulher e saber usar a cabeça não pode ser sinónimo de falta de respeito pelas opiniões dos outros, de uma agressividade sem limites ou de uma intransigência a rasar a má educação e é essa postura arrogante, que nos indignaria se viesse da parte de um homem, que começa a proliferar em certos meios intelectuais e políticos. Continuo a achar que seria importante ter mais mulheres a governar, mas de preferência daquelas que nos representem verdadeiramente. Porque das outras já temos que chegue.
Publicado por Sofia Pinheiro

21.5.13

Ajuda: 100IDEIAS para o Brasil!

antes
O pedido de ajuda a que respondo hoje chega do Brasil, que bom saber que nos lêem por lá!
antes
As cores deste quarto não enganam, são muito tropicais, e foram escolhidas pelo seu habitante, o jovem Vinicius, que tem nome de poeta. A sua mãe, Bárbara, leu em tempos um post acerca da loja Serendipity e dos seus quartos de criança de cores intensas e escuras e gostava de algumas sugestões para terminar a decoração do quarto dentro desse estilo. Aqui ficam elas:
À primeira vista o principal problema que vejo neste quarto é o da iluminação. Com cores tão intensas a iluminação tem de trazer suavidade, algo que não acontece com os candeeiros visíveis na imagem. Sendo assim,  o passo nº1 seria iluminar melhor!
Na mesa de cabeceira uma candeeiro, que marque presença, com uma base de cores fortes e um abatjour em linho cru para suavizar. 

via west elm


imagem via pinterst
Como luz de presença e para respeitar o estilo Serendipity pode comprar-se online um cogumelo luminoso, tão característico desta marca. Ilumina e é decorativo. Sobre a cama colcha e almofadas em linhos tingidos de cores fortes, fáceis de manter, mesmo sem passar a ferro.

Quanto aos móveis, temos a cama Patente, um clássico do design brasileiro, definitivamente para manter, tal e qual como está. Sob a mesa de cabeceira e em vez do cesto, demasiado rústico para o estilo que se pretende colocaria um arquivador metálico recuperado de uma velha oficina, algo que traga um cunho industrial. Também a estante em branco e preto poderia ser transformada com tinta brilhante e uns puxadores industriais, sem esquecer mais um ponto de luz por aqui. 
imagem via pinterest
No canto da secretária, a substituir por algo mais adequado ao crescimento do Vinicius, escolheria uma mesa de linhas direitas em madeira combinada com um tampo colorido e facil de manter. A iluminação ficaria a cargo de um candeeiro articulado. E eis que se cria um estilo "Serendipity" tropical!
Publicado por Sofia Pinheiro


20.5.13

100IDEIAS de uma casa.Viver em 'tecnicolor'

Acho que se vivesse nesta casa nem precisava de beber café, tal é a energia e o estímulo que estas cores e esta arquitectura transmitem! Não é à toa que, ao contrário do que acontece nas zonas de circulação (corredores, hall, escadas) e na área social (salas, biblioteca e wc), no quarto a atmosfera é neutra e serena, induzindo ao total relaxamento. 
Trata-se de uma casa do séc XIX, em Torres Vedras, com projecto de reabilitação de Pedro Gadanho. Pelas fotos de exterior, percebe-se como a envolvente é degrada.Intui-se, assim, como poderia estar esta casa antes da intervenção de um dos actuais curadores do MoMA de Nova Iorque. Gadanho defende que a arquitectura deve incorporar referências culturais exteriores a ela própria. “Prefiro ver a arquitectura como um prazer - sensual e intelectual - do que como uma restrição que se impõe”, diz. Um dos exemplos da materialização deste modo de estar na profissão está precisamente nesta casa, para a qual Gadanho convoca referências como Alice no País das Maravilhas, a cultura Pop ou artistas plásticos como Damien Hirst ou o escultor Claes Oldenburg
A casa tem dois pisos, um deles com sala comum, biblioteca, cozinha, casa de banho, pátio e piscina. O outro tem um quarto, um escritório e uma casa de banho. A ligá-los está um corredor bastante comprido. Adoro a cozinha e a maneira como Gadanho conseguiu ligar um pavimento tão sensaborão, durante tanto tempo renegado dos projectos, como o marmorite, com o MDF lacado a rosa. E a biblioteca, que parece estar emoldurada? E as cores? Fantásticas. Lembram-me Karim Rashid. A um e a outro havemos de voltar.
Publicado por Ana Jorge







Fotos @FG+SG



16.5.13

A caravana da Claúdia

Sexta-feira passada publicamos a nossa caravana de fantasia, onírica e irreal como qualquer produção fotográfica... pura diversão. Hoje temos uma Eriba de carne e osso. Onde uma família acampa... mesmo. Prática e funcional, cheia de ideias que se vão acrescentando a cada viagem: um saco para guardar pequenas coisas e manter a arrumação, uma cortina anti-mosquitos em trapilho e até um fiada de bandeirolas para avisar que ali é preciso ter cuidado com a cabeça. Tudo isto surgiu da criatividade e engenho da Cláudia, cujo blog há muito tempo acompanho e a quem pedimos emprestadas estas imagens. As suas belas fotografias em planos aproximados desvendam pouco, não é o tipo de blog extrovertido que alimente o lado voyerista que todos temos. A sua presença na blogosfera é cautelosa, adivinhamos mais do que vemos, mas os seus posts repletos de poesia em forma de imagens ensinam-nos a encontrar beleza nas pequenas coisas do dia-a-dia. Obrigada Cláudia!
Publicado por Sofia Pinheiro







'Alô' Porto!

Inaugura este sábado, no Museu Soares dos Reis, no Porto, uma exposição que já visitamos em Lisboa e que nos lembra que há mestres do design além dos Philippe Starck (sem demérito para este, cuja atitude muito aprecio). 
Mestres que nunca tiveram máquinas de marketing ou Midia a trabalhar com e para eles. Mestres que produziram com as suas mãos, usando a intuição e o saber herdado, artefactos e utensílios que respondem a necessidades concretas do Homem. É este 'design anónimo' que foi sendo coleccionado pelo britânico David Usborne e que agora está disponibilizado na exposição "Tesouros da Feira da Ladra: a Beleza do Design Anónimo". Muitas peças foram encontradas na Feira da Ladra e outros mercados do mundo. São pinças, instrumentos agrícolas, utensílios de cirurgia, rotativas ou facas, num total de 250 objectos,  organizados por núcleos: bater, agarrar, cortar, moldar, espalhar, proteger.
Publicado por Ana Jorge



imagens MUDE

15.5.13

Cadeiras Gonçalo

Não resisto a uma achega ao post da Ana: uma das minhas coisas preferidas da Pão Nosso é a esplanada virada para o jardim com as portuguesíssimas cadeiras Gonçalo, pintadas num tom de verde muito 100IDEIAS :-)
Publicado por Sofia Pinheiro
via


O Pão Nosso.

Agora que a temperatura voltou a arrefecer um bocadinho, e antes que a época dos gelados se instale, podemos voltar aos prazeres de Inverno. Tenho vários, um deles é o pão. Quanto a dietas, é certo e sabido que o problema não é tanto o pão, mas o que se põe nele. Na rua Sá da Bandeira, perto da Gulbenkian, há uma padaria de que gosto bastante. Chama-se "O Pão Nosso". 
A doçaria é fantástica, mas do que  gosto mesmo é do pão. Escolho quase sempre entre o de alfarroba, o de laranja (algarvio) ou o de Penha Garcia, isto porque nem todos os dias há todo o tipo de pão. O pão em forno de lenha de Penha Garcia, por exemplo, é de produção limitada. E só podia ser, pois é amassado à mão por duas senhoras e cozido em forno comunitário, razão pela qual estas e outras variedades não estão disponíveis todos os dias, só uma vez por semana ou de 15 em 15 dias. 




A primeira e única vez em que aqui lanchei não fiquei com a melhor das impressões quanto ao serviço. O espaço é pequeno, enche com facilidade, os empregados estavam em stress e mesmo que houvesse um reforço na equipa dificilmente conseguiriam trabalhar mais pessoas atrás do balcão. Depois disso, uma amiga foi lá e ficou encantada com o brunch.Do que gosto também nesta padaria é das ardósias, onde numa caligrafia redondinha se vão anunciado os pães e menu do dia. Os donos da O Pão Nosso optaram por materiais e fornecedores portugueses, o que é absolutamente louvável. Madeiras, mármores, ardósias, etc, é tudo nosso. Os interiores são assinados pela equipa do atelier Salto Alto
Na ida ou na volta passem pela exposição da Clarice Lispector que está na Gulbenkian, uma excelente porta de entrada no universo da escritora brasileira de ascendência ucraniana. Parafraseando os curadores Ferreira Gullar e Julia Peregrino, "Vê-la não é apenas enriquecedor, é necessário".
Publicado por Ana Jorge



Fotos @Rupert  Éden

14.5.13

Alvar Aalto. Antes dos objectos estão as pessoas

Talvez graças ao pai, que trabalhava na área ambiental ou talvez pelo elementar compromisso da sociedade em que cresceu para com a Natureza, Alvar Aalto, arquitecto e designer Finlandês, acreditava que o design devia ser humanizado. Rejeitava materiais industriais, como o metal tubular  muito usado à sua época (1898-1976), por não terem em conta a condição humana. 
Aalto considerava que o design não devia apenas considerar questões funcionais. Devia também atender às necessidades psicológicas do utilizador. Isso conseguia-se através do uso de materiais naturais, em particular da madeira, que descrevia como "material profundamente humano, que inspira a forma". 

Pormenores de uma estante; bancos nº60, 1933


Candeeiros A338 Bilberry, 1950; retrato Alvar Aalto
O vaso Savoy, produzido para a Karkula em meados dos anos 30, e posteriormente editado pela iittala, inspira-se no litoral escarpado da Finlândia. Os bancos e as cadeiras de empilhar, a moldagem em contraplacado de madeira, a ergonomia e o modernismo vieram a tornar-se algumas das suas imagens de marca. Aalto foi director técnico de uma fábrica de mobiliário e em 1935, fundou, com a sua primeira mulher, a designer Aino Marsio, a Artek, empresa que ainda hoje é sinónimo de mobiliário e design de qualidade.

Casa em Muuratsalo,1953; vasos Savoy, 1936
A casa de Verão de Aalto, com aproveitamento de materiais que sobraram de outras obras, 1952 

Na arquitectura, é conhecido por conciliar a clareza formal com o espírito romântico, mas também racionalista, dos escandinavos. Madeira e tijolo marcam os edifícios serenos, aparentemente veneradores do silêncio da floresta. 
Siza Vieira, além do Pritzker da Arquitectura, recebeu também o prémio Alvar Aalto. Numa palestra ocorrida na Faculdade de Arquitectura do Porto, onde há muitos anos a obra de Aalto foi motivo de  exposição, o nosso Nobel da Arquitectura recordou o momento em que, através de uma revista francesa, descobriu a existência do seu colega finlandês. Ao ver os dormitórios do edifício do MIT, em Massachusetts, Siza referiu ter ficado "entusiasmadíssimo e maravilhado. Aquilo não parecia arquitectura". O projecto é de 1946 e consegue ser sóbrio e exuberante ao mesmo tempo.

Aalto cuidava de tudo, dos puxadores à arquitectura. Casa de campo Mairea, 1938. Fotos via Pinterest 
Publicado por Ana Jorge

13.5.13

100IDEIAS de uma mini-casa



Segunda feira é dia de mostrar casas, mas... na sexta fomos acampar, durante a semana andamos pela Holanda e os posts são como as cerejas, uns puxam os outros, eis que surge esta mini-casa - aliás um estúdio de música - que não poderia deixar de partilhar. Trata-se de um projecto de Piet Hein Eek, o sobejamente conhecido designer holandês que se especializou em mobiliário de madeira reciclada e de quem um dia destes falaremos de novo e em pormenor. Voltando à casa, por fora parece um monte de toros empilhados, mas por dentro é um espaço contemporâneo, funcional, mas muito acolhedor. Gosto do esquema monocromático, paredes, tectos e móveis da mesma cor, um repousante tom de azul. É um truque decorativo que resulta muito bem em áreas reduzidas, cria uma continuidade visual que parece  ampliar o espaço. Quem não gostaria de ter um refúgio destes na floresta?
Publicada por Sofia Pinheiro
via

10.5.13

Dolce fare niente!


Produção Sofia Pinheiro, fotografia Margarida Dias

Para esta sexta, sugiro uma ideia diferente. Não façam NADA! Mesmo nada... esqueçam as tarefas obrigatórias e não inventem bricolage própria para dias de Inverno. Este fim-de-semana vão mesmo para a rua e aproveitem o bom tempo que vem aí! Até segunda!
Publicada por Sofia Pinheiro


9.5.13

Madeira de nogueira, quem não gosta?!

Se há madeira de que gosto é a de nogueira. É sóbria e robusta, além de que aquele castanho chocolate fica lindo com o passar do tempo, isto se não apanhar muito sol. A nova colecção Stockholm, da Ikea, inclui várias peças em nogueira, com algum mobiliário de cor, como não podia deixar de ser. Mas, genericamente, parece-me uma série bastante elegante e com alguma qualidade. Os sofás são em pele com grão, o que disfarça muito bem o envelhecimento e certas manchas, dado que a pele não é uniforme. Ola Wilborg, o designer, diz ter-se inspirado nos anos 50 e 60. "Investiguei bastante essas duas décadas, em termos de design e da forma como as casas estavam decoradas, e depois comparei com a forma como vivemos hoje em dia. A ambição foi criar uma colecção sustentável e intemporal". 


Algumas questões práticas interessantes: 

-Os braços das cadeiras são inclinados, por forma a encaixarem bem sob a mesa. Normalmente as cadeiras com braços não resultam bem à mesa. Temos de ficar na pontinha da cadeira porque os braços batem na mesa. 
-A transparência da estante 'vitrina'. Se for encostada a uma superfície com um papel de parede bonito, este torna-se parte da estante.
De referir que a colecção já está exposta nas lojas portuguesas, espalhada por diferentes ambientes. 

Publicado por Ana Jorge



8.5.13

Tubagens como suporte

Não sei se foi por estar ofuscada pela beleza do lugar e dos bolbos, mas gostei mesmo deste método para pendurar vasos de flores, utilizando tubagens antigas. No Keukenhof, tido com o maior jardim de flores do mundo, há uma zona na qual, em jeito de instalação, se incentiva a vida ao ar livre e o contacto com a natureza sem que, para tal, se tenha de recorrer a soluções muito dispendiosas. A mini-caravana faz parte do cenário e as 'floreiras' a partir de torneiras e tubagens também. Se não ficarem seduzidos com esta proposta, e se puderem, passem por lá, ao menos pelas tulipas (sete milhões de bolbos de flores plantados anualmente) e por um jardim bem preservado, onde dá gosto passar o dia. Fica no Sul da Holanda e a melhor época para lá ir é mesmo esta, de meados de Abril até ao início de Maio. A má notícia é que a entrada custa €15, sem direito a mapa (€4) ou a passeio de barco nos canais (€7,50).  
Publicado por Ana Jorge




@Ana Jorge